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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Quem me guiou até aqui.


Olá amigos,

Neste post vou fazer um apurado autobiográfico entre livros, sites, blogs, vídeos, autores e pessoas que li e que me ajudaram a construir o meu pensamento para investir. É um post importante e indico voltar aqui sempre que quiser buscar mais fontes e referências no mundo dos investimentos.

Comecei a estudar pesadamente o assunto no ano de 2013, que foi o ano no qual percebi que iria sobrar muito dinheiro da minha atividade profissional (embora eu tenha começado a trabalhar lá por 2003 mas na pura subsistência de estagiário universitário ganhar R$500 por mês pra pagar ônibus, xerox, lanches e despesas de casa).

Como eu já disse aqui, li todos os livros do Bastter e vi todos os vídeos dele no Youtube até aquela época. De cara descartei da minha vida day-trade, opções, swingtrade e etc. Eu acredito que absorvi bem a filosofia do Buy and Hold. Também li o livro de Fiis do antigo moderador da área de Fiis do site chamado André e também o livro do Mille. Além disso, tem também o riquíssimo conteúdo do fórum, onde passei algumas centenas de horas lendo e comentando.

* Indicação aqui: Todos os livros da Bastter.com e a maioria dos vídeos do canal dele.

Esgotando esse lado, parti para autores internacionais e li O investidor Inteligente, de Benjamin Graham, no ipad e em inglês. Leitura muito proveitosa, a qual emendei Bola de Neve, autora Alice Shroeder (enorme), e Ações Comuns, Lucros Extraordinários de Philipe Fischer.

Outra parte mais geral e menos técnica que com certeza tem que ser lida é Pai Rico Pai Pobre (li alguns outros do mesmo autor também) e Os Segredos da Mente Milionária e O Milionário Mora ao Lado. São livros para moldar a sua cabeça de investidor, são imprenscindíveis.

Até aqui já lhe indiquei uns 18 livros.

Também li o livro do blog do pequeno investidor (extinto) e o de alocação de ativos do Henrique Carvalho, blogs bons, porém pararam no tempo, li ainda uns dois livros do Gustavo Cerbasi que nessa altura já eram pura perda de tempo e são muito rasteiros (Investimentos Inteligentes e Casais Inteligentes enriquecem Juntos. Já foram 22 livros indicados.

Voltando aos autores internacionais, li todos os livros do Peter Lynch (são quatro), sendo um deles feito especificamente para adolescentes (Learn to Earn). Peter Lynch é o rei dos fundos de Hedge, não dá pra passar sem ler ele diretamente, eu queria entender a cabeça desses gestores pois estava montando a minha própria holding financeira (minha carteira de investimentos). Com mais esses 4 livros chegamos aos 26.

Também um imperdível é o Your Money or Your Life, da Vicky Robin, e também o blog do Mr Money Mustache (as mais de 200 postagens dariam um excelente livro, certo?) e o blog e o livro do Jacob (Early Retirement Extreme). O Jacob é um gênio dinamarquês que mora num trailler em Bay Area, San Francisco. Esses dois blogs, aliados ao do Prof. Damodaran (Musing on Markets) dão uma boa referência da atualidade, da nossa forma de viver e da análise fundamentalista, sendo o Damodaran um dos melhores do mundo nesta seara.

Veja que a leitura desses blogs consome muito tempo pois é altamente densa, complicada, profunda e muito educativa, e por falar nisso, um livro matador no mundo dos investimentos, verdadeira bíblia que sugiro muito fortemente para que vocês leiam é o Expected Returns de Anti Ilmanem, o nome é meio doido porque o cara é nórdico e simplesmente ele administrava o Fundo Soberando da Noruega, o qual possui mais de U$500 mil por habitante da Noruega investidos mundo afora (o norueguês já vive numa semi-IF graças a esse fundo). Esse livro é extremamente denso e relevante. Cada página é um mundo, uma super-aula.

Percebam que estou aumentando a complexidade conforme vou descendo no post, isso tudo aí acima durou uns 5 anos para acontecer. Também li o grande clássico do Décio Bazin, Fique Rico com Ações antes que seja Tarde - comprei ele em papel no site estandevirtual, não existe nas livrarias. Já chegamos nos 31 livros. E como sou um cara que gosta de História, li um outro sobre a historia do mercado de capitais no Brasil, sobre a bovespa, esqueci a autora, mas é um livro bem recente.

Embora não seja específico de finanças, creio que obras de não ficção também ajudam na estrada, tais como os livros do Michael Lewis (li acho que todos) e alguns de biografia como o livro do Arnold Schwarzengger, Sonho Grande (do trio da Ambev),  Acrescentem aí mais uns 10 livros, chegamos aos 42 livros.

Saindo um pouco de livros, fiz um curso de Mercados Financeiros com o professor de Stanford e prêmio Nobel Robert Schiller, o que criou o conceito de CAP Schiller, que é bem melhor do que o PL para análise fundamentalista. O curso foi online na plataforma Coursera.com e o diploma (caso você seja aprovado, tem o selo de Yale), e eu fui aprovado. Existem outros cursos lá, comecei mais dois, porém não concluí, tem que ter muita disciplina e é muito difícil seguir o cronograma. Esse curso me abriu os olhos para a construção de um portfolio mais saudável e foi fundamental para eu abrir minha conta no exterior. Se a minha rotina deixasse, eu faria várias cursos e especializações online.

Obviamente tem muitos outros livros que li que ajudaram a formar a minha forma de pensar, eu citaria ainda A Revolta de Atlas, de Ayn Rand e outras biografias variadas.

Olhando exclusivamente para o mundo lá fora, tenho que citar os livros de John Bogle, o qual fiz uma postagem há pouco tempo, esse sim foi um grande diferencial nos meus estudos, o seu livro Enough é matador, assim como The little book of Common Sense investing e um outro que a sua comunidade dos Bogleheads fizeram que se chama The Boogleheads guide to invest (já o citei aqui diversas vezes). Chegamos em quase 46 livros.

Agora sobre o youtube em si, excluindo o canal do Bastter e outro do Thiago Cavalcanti (acho que um ex colaborador da Bastter), não achei nada muito proveitoso (não vou citar). Acho que se você quiser ver vídeos sobre isso vale a pena cursos do Coursera ou Udemy. Coursera tem até miniespecializações.

Não acompanho sites de notícias e nem me deixo influenciar por especialistas ou corretoras, agentes de investimento, ruídos do mercado e de telejornais. Eu foco no meu plano, nos balanços, no câmbio, nos fundamentos das empresas e por aí vai.

Hoje eu sei estudar uma empresa a fundo e também um ETF a fundo, e sei mais ou menos o que eu quero pra mim, então já amadureci muito como investidor. Em certa época cogitei abrir uma empresa offshore e mover meus investimentos para lá, li um livro chamado Ensaios sobre Investimentos Off shore que achei por acaso na Amazon, do autor Antonio C. T. Melo, é um livro básico e razoável.

Não somos ninguém sozinhos. Somos apenas uma colcha de retalhos de pequenas contribuições de centenas de outras pessoas que cruzam nossos caminhos.

Aprendi muito e compartilhei muita coisa aqui na blogosfera, e quero citar todos os blogs que estão no meu blogroll que são os que eu leio (e é pra isso que eles estão ali), sendo alguns já excluídos da rede como o blog do Pequeno Investidor, o Projeto FreeLifestyle, o do Pobretão de Vida Ruim. A leitura e os comentários nesses blogs são verdadeiros achados e nos dão muitas dicas práticas de como melhorar um pouco a vida, de forma direta e dentro do Brasil mesmo, sem teorias, sem tecnicismos ou academicismos, é preto no branco e muito válido, aqui a realidade nua e crua é demonstrada.

Na sua vida pessoal e profissional você vai ter que conviver com dezenas de variáveis de tudo que é lado, e a sua evolução vai se basear no quanto você consegue suportar e administrar tudo isso para que atinja mais resultados positivos do que negativos. Não importa que a gente perca às vezes, o que importa é ganhar mais do que perder, e que quando a gente perca, não seja uma perda grande e dolorosa, por isso temos que diversificar e igualmente temos que ser fiéis ao nosso plano inicial, fazendo pequenas adaptações para não cair em grandes giros.

Como já falei aqui algumas vezes, meu objetivo é ter uma boa carteira de ações no Brasil, outra de fiis por aqui, uma pequena parte na RF, minha reserva de emergência, e reserva de emergência mais uma RF para a loja. Pra complementar e dar um hedge em moeda forte, uma carteira de ETFs no exterior que vai crescer em proporção na medida que meu patrimônio aqui aumentar, podendo ser a maior parte da carteira numa fase pós aposentadoria.

Já tenho um bom hedge no Brasil em imóveis, o que vai diminuir a volatilidade do meu patrimônio, e me dará impulso para investir mais nas bolsas. É bom ter pelo menos a casa própria quitada para fazer isso. No começo da minha vida de investidor, sem querer, acabei comprando muitos imóveis, o que foi uma coisa não muito certa a meu ver, mas foi por inexperiência. Tenho dois aps, 3 terrenos e a casa da loja que foi caríssima e hoje representa 90% do meu patrimônio, mas pelo menos foi para um empreendimento comercial, e não para morar (morar num passivo enorme e caro é muito ineficiente - vide conselhos do pai rico).

Certamente esqueci alguns livros nesse post, mas nada que impacte muito pois os principais tenho certeza que citei. Queria dizer que não precisa ser um gênio ou que tem conhecimentos muito, muito profundos nesses livros, longe disso, acho que eles servem mais para te manter no curso e te dar uma base.

Não precisa ser um nerd nos investimentos para se dar bem, nem procurar a bala de prata, só precisa saber o básico do que está fazendo e se desviar de coisas duvidosas, jogatinas, golpes e fraudes, além dos ruídos do mercado e dos quintilhões de jornais, notícias e analistas que só servem para atrapalhar.

Se você ler, vai aprender muita coisa e sozinho vai caminhar com as próprias pernas, e isso não tem preço que pague.

Grande abraço,
Frugal

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Superando as dívidas


É incrível o quanto uma dívida pode mudar a nossa vida, nossa forma de pensar, nossa capacidade de trabalhar, de produzir, o nosso humor, a nossa auto-estima e a forma como  a gente enxerga o mundo.

É muito triste estar endividado, principalmente se o pagamento da dívida compromete muito a sua renda, ou se os juros são abusivos - os do financiamento imobiliário são abusivos, pior ainda é dever para agiotas ou essas financeiras pequenas, consignados parasitas e mesmo familiares ou amigos que emprestam a juros altos, é totalmente degradante. Não estou tentando falar apenas sobre o meu caso, mas sim sobre o de algumas pessoas que conheci na vida que tiveram suas vidas destruídas por causa de dívidas.

Um dos objetivos de trabalhar, poupar e acumular patrimônio é não somente viver de renda, ou ter uma renda complementar, mas sim também, NUNCA MAIS ficar endividado ou pagando juros. Sua vida fica mais feliz, mais leve e mais barata, comprando tudo a vista e com desconto, e sem pagar juros pra ninguém. Juros é dinheiro jogado no lixo, é pagar por algo que você não tem condições de ter (você só tem condições de ter o que pode comprar a vista).

Embora eu ainda esteja devendo 297k já estou bem tranquilo pois desses já tenho 209k faturados, a receber nos próximos seis meses, com mais 60 dias vou faturar o restante, daí é só esperar ir recebendo aos poucos para ir pagando aos poucos, enquanto isso o lucro da loja vem subindo aos poucos e espero que se mantenha acima dos 25k a partir de Março deste ano, e juntamente com pelo menos 40k mensais de aportes, eu teria um aporte de 65k pra colocar por pelo menos uns seis meses este ano, um alivio e tanto.

Dívida impagável gera stress, dívida com juros altos gera stress, assim como qualquer dívida de valor alto (lembre que financiamento imobiliário é dívida - e nem venha com essa de "dívida boa" - não com os juros que temos no Brasil) aqui é impossível dever algo e não pagar muitos juros. Eu perdi o sono, engordei uns 8kg e até apareceu cabelos brancos, devido à enorme quantidade de incertezas que tive que suportar.

Espero que com o volume de livros, blogs, sites, foruns e pessoas que trabalham com educação financeira a coisa comece a melhorar e que algumas almas se salvem. Não acredito numa mudança radical no nosso perfil populacional, onde mais de 60% das famílias e mais de 40% das empresas estão endividadas. O brasileiro é perdulário demais. É triste perder a vida com juros e sustentar o sistema financeiro e atravessadores, mas infelizmente é a realidade de muita gente, pessoas que não conseguem sequer administrar uma fatura de cartão de crédito, como viver uma vida toda assim? Acabam perdendo também suas casas, seus automóveis e até os seus casamentos.

Se você está endividado preste atenção, leia mais, estude, pare de consumir, trabalhe mais, crie alternativas baratas para economizar cada centavo, seja em refeições, transportes, contas de casa, aluguel e até mesmo fazer bicos extras afim de pagar todas as suas dívidas e recomeçar a sua vida. Estar endividado me fez focar muito mais no meu trabalho, em aumentar meu número de horas e otimizar meus gastos pessoais, afim de direcionar todos os excedentes para pagar a dívida. Cortei até o lazer. Um bom livro que li e me orientou um pouco nisso foi "O homem mais rico da babilônia" - vale a pena a leitura.

Sinto que quando eu quitar esse imóvel, minha vida vai ter um verdadeiro renascimento, com consolidação patrimonial e passos maiores em direção à liberdade.Nos próximos cinco meses colocarei aportes matadores nessa dívida. Depois da tempestade vem a calmaria, e minha preocupação no final do mês vai ser em quais ativos aportar no mês vindouro. Essa é a melhor preocupação que você pode ter, no lado financeiro da vida.

A dívida bruta continua em 297k.
A dívida líquida (diminuindo isso aí do que tenho na RF) fica em 197k.

Abraços,
Frugal.

domingo, 10 de fevereiro de 2019

A vida consiste em tentativas


Olá amigos,

Alguém aí já ouviu o ditado popular "Nascemos carecas, analfabetos, banguelos, nús, pobres e sem roupas, daí pra frente, o que vier é lucro". Pois é, eu dei uma melhorada no ditado, mas é mais ou menos isso aí.

Na vida é muito difícil ter garantias ou certezas, por mais que a gente se cerque de cuidados, seja na hora de estudar, andar de bicicleta, fazer uma prova, tentar um relacionamento, um novo emprego, um investimento, um negócio qualquer, uma mudança de país, uma viagem de feriado, tudo isso é sujeito às ações de centenas de outras pessoas. Garantido mesmo, só a morte. E os impostos.

Pois bem, podemos estar muito certos de que algo vai dar certo e apostar todas as nossas fichas, e quebrar a cara. Quantos relacionamentos lá na nossa adolescência que queríamos ter e fomos descartados sumariamente? De quantos times você já foi cortado? E os nossos namoros, noivados e casamentos que deram errado? Ou, como alguns dizem, deram certo apenas por um tempo? Até as nossas profissões mudam. Queremos uma coisa, estudamos outra, e terminamos trabalhando com outras coisas, essa é a realidade das coisas. O mundo e nossas vontades, sonhos, aspirações e vocações mudam o tempo todo.

A conversa pode dar corda pra muita coisa que queiramos abordar, porém sempre temos que ter em mente que são tentativas, centenas, milhares, uma atrás da outra.

Eu me lembro que quando fui fazer o vestibular, eu fui de ônibus, quase as 5:30 da manhã eu já estava na parada, pois morando num bairro periférico eu teria que pegar um dos primeiros ônibus que saiam do terminal a tempo para chegar as 7 ou 7:30 no local da prova. Aquele era um dia chave na minha vida, eu tinha que chegar a tempo, minha casa era muito longe do local de prova pra ir de bicicleta e naquela época não tinha uber, táxis eram raros e caros, além disso como achar um táxi as 5:30 da manhã num bairro da periferia? Sem chances.

Na tentativa de pegar o ônibus, de fato eu o peguei, imagine que era um sábado ou domingo (o que piora a frequência dos ônibus) e que o intervalo de um para o outro poderia ser tranquilamente 40 minutos ou 70 minutos, talvez o tempo suficiente para me fazer perder a prova. Felizmente não tinha muito trânsito e após uns 35min eu cheguei no local de prova. Fiz a prova e fui aprovado, nessa tentativa de vestibular (primeira e única), que sorte a minha, prova extremamente concorrida. Imagina que eu perco essa prova, me desestimulo e faço outra coisa no outro ano e/ou mudo de área e viraria outra coisa hoje, talvez esse blog nem existisse hoje em dia, ou eu.

Trabalhar muito, tentar acumular patrimônio, empreender, estudar muito - tudo isso consiste na tentativa de uma vida melhor e não na certeza de uma vida melhor. O seu trabalho pode ser bem improdutivo e inútil, você pode levar calote, atrasos, golpes, contratos podem ser rasgados e a lei não será cumprida, você poderá levar golpes muitos duros da vida, ser roubado pelos seus sócios, por seus familiares, pelas pessoas que você contrata e enfim você tem que aprender a lidar com dezenas e dezenas de variáveis de pessoas que podem influenciar bastante a sua vida e sua história pessoal, para o bem e para o mal.

Dito isto, vamos ao gráfico do meu fluxo de caixa total em 16 meses até agora:



Ele está anualizado em três anos, 2017 em vermelho na linha de base, 2018 em verde, e 2019 em lilás, sendo que o primeiro e único ponto representa o resultado dentro do mês de Janeiro/2019.

Foram 16 meses trabalhando igual um escravo judeu no Egito para juntar metade do dinheiro correspondente à taxa da franquia, a qual era apenas um subconjunto dentro de um grande conjunto de 500k. É frustrante, até agora foi bastante frustrante. Dezenas de riscos, pepinos, aporrinhação de funcionários, ameaças, achatamento absurdo do meu dia e da minha qualidade de vida para praticamente nada.

O negócio de franquias é excelente para as franqueadoras. Se eu lucrar 25k mensal durante todo o ano de 2019 a partir de Fevereiro, ainda vai dar pra acidionar 275k na conta total, que juntando com os 97k dará 372k, o que dará um retorno de 72% do investimento em 28 meses, isso sem contar o custo do dinheiro e porque não pago aluguel. Até agora, o retorno foi de 19,4% em 18 meses, o que dá incríveis 1,07% ao mês (estou sendo irônico).

Pode parecer muito, mas é um esforço hercúleo para manter isso, e olha que nem pago o aluguel, se eu o pagasse isso aí estaria no zero a zero ou negativo. Tudo bem que eu espero um lucro acima de 20k daqui pra frente, mas a muito, muito custo, os 20k mais caros da minha existência. Eu não queria parecer ansioso ou sei lá o quê, só queria que fosse mais tranquilo, porém não é.

Como vocês podem ver, fiquei de Outubro a Julho aportando valores vultuosos para manter o negócio de pé, sendo que o primeiro mês que fechamos no positivo foi Agosto/2018, ou seja foram 10 meses terríves de incerteza, ansiedade, insônia, ganho de peso, até cabelos brancos me apareceram, baixa disposição e baixa qualidade de vida, somando-se ao plus de a bolsa ter explodido pra cima (nunca saiam da bolsa, por nada, mesmo). O começo é muito difícil, muito, muito mesmo, por n razões, bem mais do que eu imaginava. Tem que ter nervos de aço, paciência de Jó, bolas de titânio e a caixa forte do tio Patinhas, se não tiver essas coisas vai se arrebentar.

Quem empreende, frequentemente fala dentro de si: "Pra quê que fui me meter nisso." Eu mesmo já falei essa frase pra mim muitas vezes, e de vez em quando ela me vem na cabeça.

Aahh como eu estaria em paz, rico, com patrimônio enorme e recebendo dividendos passivamente todo mês na minha conta sem esforço algum...

Dívida bruta: 297k
(Dívida!)

Grande abraço e boa semana a todos!
Frugal.

sábado, 9 de fevereiro de 2019

Fechamento Janeiro/2019 R$18.281,00


Olá amigos,

Esse mês demorei um pouco para postar pois não tive muito tempo pro blog (apesar de pensar frequentemente nele). Algumas vezes tive idéias para alguns posts, mas acabei não escrevendo e perdi, acontece.

Apesar do mês de Janeiro ter sido pequeno e as coisas demorarem um pouco pra engrenar, o nosso resultado foi bom. ainda aguardo o dia em que esse resultado vai superar consistentemente os 20k, esse sempre foi o meu objetivo, existem muitas, muitas despesas extras, o custo alto se soma a vários imprevistos e novas coisas para comprar ou reparar e gastar.




Finalmente eu tomei vergonha na cara e decidi fazer um gráfico dos lucros (e vou fazer também um do Fluxo de Caixa Total - em outro post). Veja o lucro mensal da loja, inauguramos em Outubro/17 e o primeiro mês que deu lucro foi Abril/2018, ou seja, foram 06 meses inteiros no prejuízo até dar lucro, no fundo do poço chegamos a -R$73.000,00.

Tivemos mais algumas demissões e se geram mais custos. O material humano é muito ruim no Brasil, uma pessoa não consegue ser capacitada nem para uma função simples, é triste isso, você espera o mínimo do mínimo de uma pessoa, e nem isso ela cumpre, mesmo após umas 5 advertências, pequenas reuniões pessoais, ligações telefônicas ou mensagens de whatsapp. Não dá. Fica aqui a crítica ao nosso sistema educacional: uma pessoa que termina o ensino médio numa escola pública e não consegue fazer um trabalho muito básico do tipo adm muito básico ou recepção que é básico do básico não consegue nem mesmo se manter nesses cargos.

O problema do RH é eterno, a alta rotatividade é desgastante e estressante, além de caro. Isso eu já sabia antes de começar e me alertaram, mas eu não sabia que era tão sofrível assim a formação do pessoal (claro que eu tenho a consciência que uma pessoa altamente capacitada não estaria numa função de 2k mensais, mas eu juro que não estou cobrando além do que aqueles 2k pagariam). Você ensina uma coisa para a pessoa, fala, explica, explica de novo, anota, uma coisa simples, a pessoa balança a cabeça, uma ordem simples, e no outro dia, na outra semana ela não consegue fazer aquilo e faz errado. É impressionante.

Continuo com esperanças de que a gente supere os 20k para Fevereiro ou Março (lembrando que 10k é o custo de oportunidade do imóvel, então na real o lucro ´foi de R$8800. E próximo mês pago a última prestação para a franqueadora (de um total de 18, custo de quase 6k) referente à taxa da franquia e aí sim terei mais dinheiro disponível para abater no imóvel e acelerar o pagamento do financiamento que acredito em Julho estar concluído.

O stress pela dívida já passou 80% mas a existência dela me incomoda bastante, pensei em trocar de carro esse mês e acabei desistindo por enquanto, quem sabe nos próximos quatro meses eu troque (o motivo é que não me sinto mais seguro fisicamente no meu carro - já dei umas duas pequenas escapadas de lado no último ano - , e pretendo comprar um outro sedã maior e mais moderno, de segunda mão com um pacote de airbags melhor e controle de estabilidade que o meu não tem). Essa troca de carro vai me custar entre 30-40k se o meu for vendido a um preço razoável - entre 25-30k acho possível vender o meu.

Agora estamos novamente treinando mais dois funcionários (iniciaram sem treinamento porque foi meio que urgente) aí não dá nem pra se exigir muito da pessoa, mas depois que terminarem o seu treinamento eu espero que cumpram com o mínimo do mínimo da função - essas rescisões custam caro e dão um stress desagradável.

Por outro lado, apesar de tudo, o FC está num patamar bem agradável em relação ao patrimônio total e mesmo ao valor investido no negócio. Eu achava que a coisa iria andar mais rápido, porém tem sido bem difícil o nosso aumento de receitas e principalmente o nosso controle de gastos, sendo a folha de funcionários o principal problema, assim como as despesas extras que são variáveis mas sempre estão aparecendo muito e os valores também são altos, isso é muito chato porque são imprevisíveis essas coisas e impactam bastante.

Uma outra coisa bastante interessante e que tenho que considerar é que essa renda é EXTRA, pois praticamente não reduzi a minha carga horária na minha profissão e agora tenho DUAS rendas, uma da minha profissão que é ATIVA e que me custa muito em termos de presença física, trabalho braçal, privação de sono e carga horária terrível, além da falta de tempo para comer saudavelmente e ir para a academia - e a segunda renda que é a da franquia, que não vou chamar nem de ativa, nem de passiva, não sei qual seria o nome para dar, porque dá um certo trabalho ao nível de telefonemas, whatsapp, skype, gestão do financeiro, redes sociais, inbox, supermercado, correios, cartório e bancos (parte do trabalho que eu faço) mas que consigo conciliar às vezes dentro do meu dia, tornando-o superocupado, do tipo - tenho ali duas horas livres na hora do almoço, o que faço? Vou pra casa almoço, tomo um banho e deito um pouco ou vou pro supermercado comprar coisas para a loja? Acabo indo para o supermercado, assim como faço correio e cartório no final da tarde, ou vou no contador, ou algo assim. Então é uma renda semi-passiva ou semi-ativa.

Com a convivência com a franquia, sei que tem outros franqueados que trabalham dentro da loja (pois é o único trabalho que eles têm) e estão  mais ou menos com a renda igual à minha - a renda apenas da franquia, e com isso eu acabo ganhando "por fora" toda a renda da minha profissão, ou seja, eu literalmente me virei "em dois" e acho que aí vai se pavimentar o caminho para grandes aportes no futuro, já que meu nivel de consumo nunca subiu (na verdade caiu devido às dívidas) e prevejo aportes pesados a partir de Julho/2019. Vamos acompanhar para ver se isso vai se materilizar.

Esse post é apenas para falar sobre um pouco a atividade da loja, o FC e a vivência. Vou fazer um outro com um tema que venho pensando esses dias, espero publicá-lo ainda hoje.

NOTA.: Dei uma revisada e alterei a minha planilha central, o que fez variar um pouco os lucros mensais em relação ao que eu já tinha publicado, mas nada que fosse fazer muita diferença.

Grande abraço,

Frugal.

Dívida bruta: 297k