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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

E se eu morrer hoje?


Só vive bem quem se prepara para a morte.

Você não pode viver fingindo que a morte não existe, ou tapando o sol com a peneira. A morte é um fenômeno natural e vai acontecer implacavelmente para todos nós, para nossos amigos e familiares, para todos os animais vivos.

Vida e morte começam ao mesmo tempo no momento da concepção, não existe morte onde não existe vida, e onde existir vida existirá a morte.

Já há alguns anos eu li muita coisa sobre vida e morte e posso dizer que atualmente sou uma pessoa bem resolvida nesse assunto. A morte não me assusta e nem me dá medo. Eu não sou religioso e não tenho religião, também não acredito em nada sobrenatural, em nenhuma divindade ou em algum ser criador do mundo (já tive passado religioso, família evangélica de um lado e muito católica do outro, já fui pra centenas de missas e dezenas de cultos evangélicos). Já li consideravelmente boa parte da Bíblia cristã e também outros livros religiosos, além de muita Filosofia.

Gosto bastante da abordagem de Epicuro, uma frase dele é essencial para entender o epicurismo: "Onde a morte está, eu não estou, onde eu estou, a morte não está". Ela deixa bem claro que a nossa consciência nunca se encontrará na morte, pois não saberemos quando estaremos mortos, de forma que nesse sentido morrer é igual a dormir, a gente não sabe quando tá dormindo, você não pensa "eu vou dormir agora, estou dormindo, e se sente dormindo".

E podem acreditar, hoje em dia eu passei a valorizar muito mais a vida depois de viver isso, ler sobre isso e tentar me achar em algum lugar sobre isso, com as minhas próprias conclusões sobre isso.

A questão aqui é: não é que eu não tenha medo da morte, ou do que acontece depois dela, depois da morte do corpo para mim, tudo acabou, é o ponto final da nossa consciência no universo, isso pra mim é ponto pacífico. Não que eu não me importe em morrer, eu quero adiar isso o máximo possível pois eu amo viver a vida, é uma dádiva, um milagre, uma improbabilidade matemática e biológica inimaginável termos nascido e termos consciência e saúde para aproveitar a nossa estadia fugaz no planeta. Eu aceito que a morte faz parte da vida e que isso vai acontecer.

Quer um conselho? Faça as pazes com a sua morte. Ela vai acontecer, quer você queira ou não, então procure viver e honrar a sua vida aqui, agora, nesse momento e nessa existência, procure fazer do mundo um lugar melhor para a sua família, sua comunidade e quem passa pelo seu caminho, assim você poderá encontrar um pouco de paz.

Somos programados geneticamente para morrer. Eu poderia me aprofundar mais sobre isso mas como os leitores aqui não são da área biológica, apenas entendam isso, algumas de nossas células são programadas para se reproduzir apenas 50x e depois disso não mais.

Esse não é um post sobre filosofia ou sobre biologia, mas sobre como você deve encarar a sua vida, com a perspectiva real e concreta que vai morrer um dia. Não fuja disso, processe isso e aceite.

Apesar de minha pouca idade (quase 35) já perdi alguns amigos e familiares, amigos de infância (ainda na infância), da rua, do colégio, da faculdade, etc... e tem uma história muito especial que talvez um dia eu conte aqui. Eu nunca deixei de pensar bastante sobre cada uma dessas perdas e de como cada uma delas mudou um pouco como pessoa e sobre como eu poderia continuar seguindo a minha vida.

Vamos responder a pergunta do post.

"E se eu morrer hoje"? - Faça uma reflexão.

A sua vida está feliz para você? Está valendo a pena ser vivida? Você está vivendo ou está no caminho da realização dos seus sonhos?

Acho que isso é importante. Muito mais do que a dúvida boboca entre "viver" ou poupar, como se uma vida boa fosse uma maratona de consumismo que não leva a nada.

Atualmente eu vivo para o trabalho, como vocês sabem, mas isso é só uma fase, e como toda fase, vai passar. Eu não vou viver o meu estilo de vida atual para sempre, isso faz parte de um planejamento. E se eu morrer hoje? Morrerei vivendo uma vida feliz e dentro do planejado, mesmo que atribulada e sem muito lazer, vou morrer no meio de uma fase difícil, mas fazer o quê? Você não pode interromper seus planos devido ao fato que pode morrer imediatamente. Dessa forma ninguém precisaria ir para a escola, ou faculdade ou ao trabalho e o mundo viraria um caos. Ninguém ia se preparar para ganhar uma medalha olímpica.

Quando você se encontrar na sua missão, viva a sua missão, independente da morte, se ela chegar, você não vai saber depois de morto.

"Ah, mas morreu com 4 milhões na conta, adiantou de alguma coisa?" Essa frase é de uma afirmação tão idiota que acho que o nível dos leitores desse blog já superou isso - ainda bem, como se dinheiro, patrimônio e evitar consumos inúteis ou consumir muito fossem sinais de ter vivido uma boa vida. Viva uma boa vida e morra com patrimônio, qual o problema?

Silvio Santos vai morrer rico, Bill Gates vai morrer rico, J. D. Rockfeller morreu rico, assim como J.P Morgan, Thomas Eddison e milhares de outras pessoas. Eles não viveram uma vida bem vivida por terem morrido ricos? Claro que viveram.

Morrer pobre não quer dizer que você viveu uma vida feliz, talvez o contrário. Viver uma velhice miserável deve ser uma coisa horrível, passar os últimos anos de nossas vidas em necessidades básicas como teto, água e comida sem segurança alguma.

Deixar de ficar rico porque "quer aproveitar a vida" é de uma ingenuidade e infantilidade sem tamanho. É o tal do deslumbramento da nova classe média e dos novos ricos do Brasil, gente que ganha muito mais dinheiro do que os pais, mas gastam tudo e vão morrer mais pobres que os pais, e sem ajudar esses.

Se você fizer a coisa certa, vai ver que quanto mais o tempo passar, mais vai ganhar, mais vai gastar, mais vai poupar e mais vai investir. Essa é a evolução natural de quem estuda, trabalha e investe bem: Seu nível de vida vai subir, seus ganhos, seu conforto, seus investimentos e seus gastos. Toda a régua sobe.

Quando eu mal tinha dinheiro para ir para a praia (ônibus + lanche) eu ia de bicicleta velha, por entre bairros perigosos e violentos, dividindo a pista com carros, lama, buracos e ônibus, a corrente caindo, bicicleta sem marcha, de sair de casa 6h da manhã e chega na praia quase 8h, mas a praia estava ali, e eu aproveitava, tinha dois reais pra gastar com pastel de 10 centavos, picolé de gêlo e até um pequeno refrigerante. Eu saía de casa feliz e voltava mais feliz ainda, porque eu tinha feito o que eu queria e tinha dado certo, com uma bicicleta velha e R$2 reais. Essa história é literal, não estou aumentando ou diminuindo nada.

Faça seu caminho todo dia, aproveite, ria, conte piada, estude, trabalhe, tire férias, viaje, leia, ame, viva, faça esportes, tenha boas relações com seus familiares, olhe nos olhos, escute as pessoas verdadeiramente, dê bom dia, boa tarde e boa noite, ganhe dinheiro, gaste dinheiro, poupe e invista, conquiste seus sonhos ou viva um pouco deles se puder. Você não precisa comprar uma casa no Hawaii na beira da praia para ser feliz, mas você pode passar duas semanas por lá em um dado ano da sua vida.

Esse ano eu realizei um sonho da minha vida, um sonho da minha infância, começou ainda na leitura de O mundo de Sophia, eu conheci a Escandinávia. Foi um dos vários sonhos que pude realizar depois de mais de uma década de trabalho. Eu ainda vou voltar lá novamente, quero ir para o interior, mais ao norte, quero ir no extremo norte da Noruega, quero andar até o limite em cima do gêlo, sentar, ver o mar revolto e pensar sobre mim.

Não dá pra fazer tudo ao mesmo tempo, abraçar o mundo com as mãos, conhecer os EUA, a Europa e a Oceania sem se comprometer profissionalmente ou o seu patrimônio, mas quem sabe em uma década conhecer esses três? É possível? Sim. E se eu morrer? Não tem problema. A minha história pessoal apenas terá sido interrompida por um fenômeno natural, isso não deve me paralisar para viver a vida como eu quero.

O mundo que você deseja está aqui, ele é seu, você está na Terra, há menos que você queria ir para o planeta Marte, todo o resto que você sonhou em fazer por aqui ainda poderá com alguma chance fazer, escalar montanhar, mergulhar em Fernando de Noronha, conhecer o Japão ou o Alaska. Não precisa ser rico para fazer isso, nem ter independência financeira e mesmo que você esteja muito longe disso como um dia eu já estive, ainda há um caminho e um preço a pagar por ele, mas você pode ser divertir e fazer outras coisas no caminho, não precisa ser chato, doloroso ou tedioso.

Eu era feliz mesmo com muito pouco, passei privações, sim, assim como meus pais e avós do sertão do nordeste brasileiro, mas nem por isso ficamos paralisados. Pessoas são felizes com muito pouco também, talvez até mais satisfeitas e felizes do que pessoas altamente sofisticadas em grandes prédios de Nova Iorque com lindos janelões de vidro.

Não existe dúvida entre viver ou poupar, gastar agora ou depois, morrer rico ou pobre, consumir agora ou depois, isso é muito primário. Você tem que viver de forma que fique feliz com sua vida no presente e se prepare racionalmente e conscientemente para o futuro, tenha um plano razoável e trabalhe por ele, não seja inconsequente ou imediatista, não se prive de pequenos prazeres e tenha cuidado com os grandes prazeres e grandes decisões como a compra de um imóvel, um casamento, um filho ou mais de um, ou até nenhum, uma mudança de cidade devido a um emprego novo ou um projeto de emigração, esses momentos podem ser decisivos para algumas próximas décadas da sua vida, dá pra voltar atrás em alguns? Dá sim, mas terá um custo muito pesado em dinheiro ou tempo, tenha cuidado nos grandes movimentos.

Essa semana me lembrei do VDC e do que algumas pessoas falaram sobre ele, e que provavelmente e certamente falariam sobre mim se eu morresse essa semana, os comentários jocosos de quem ainda não se entregou na sua caminhada pessoal sempre estarão lá, assim como estão em qualquer notícia de jornal no Facebook e se você não tem cuidado ou tem a cabeça fraca pode ser que se influencie um pouquinho. A internet e as redes sociais tem muita coisa pra lhe puxar pra baixo, e principalmente palavras de pessoas negativas e que vivem vidas amargas em muitos sentidos.

Eu não preciso dizer que a maioria da população brasileira tem uma vida caótica, dívidas, famílias destruídas, empregos ruins, péssimas experiências amorosas, infelicidade no trabalho, falta de perspectiva no futuro e muito rancor no coração de não ter mais bens materiais ou mais felicidade no lar, e essas pessoas destilam a sua raiva nas redes sociais e também pessoalmente, reclamando de tudo, do prefeito, do presidente e do Brasil, ou talvez até do mundo (olha o nível, uma pessoa está reclamando do MUNDO, simplesmente do MUNDO), como se o MUNDO nos devesse alguma coisa ou como se fosse uma entidade viva.

Ninguém nos deve nada, nem o mundo, nem o governo e nem a nossa família, talvez só um pouco de proteção nos primeiros anos de vida, teto, comida, segurança, educação e carinho, agora não venha depois de adulto achando que alguém lhe deve alguma coisa.

Você é o único responsável pela sua vida, principalmente se você já tiver mais de 18 anos e tiver lido até aqui. Enquanto você não aceitar isso vai ser um frustrado infeliz.

Se você morrer hoje, tente fazer com que talvez, nos últimos segundos de sua consciência, você lembre que viveu uma boa vida, fez as coisas que você queria, tentou ser feliz e fazer os outros felizes, perdoou, se divertiu com seus amigos, com sua família, amou e foi amado, o resto é secundário, se você tiver R$500 reais numa conta ou R$ 50 milhões não irá importar, pode ter certeza.

Finalizando o post, não importa se você morrer hoje, amanhã ou mês que vem. Vá vivendo a vida, com o que tiver, onde estiver, faça o que puder ser feito, com as pessoas que estão a sua volta e vá escrevendo a sua história e caminhando no seu caminho, vivendo a sua própria consciência. A morte chegará inevitavelmente e não adianta fugir dela ou fantasiar que nunca vai acontecer.

Então se eu morrer hoje, tudo bem, iria acontecer cedo ou tarde, mas pelo menos eu tentei viver a minha vida da forma como me foi dada e fiz o que pude pra transformar ela para o meu próprio bem e também dos outros que me cercam, e isso me satisfez sempre. Não se vá insatisfeito.

Grande abraço a todos.
Frugal.

52 comentários:

  1. Quem quiser se aprofundar mais no assunto, recomendo pesquisar o assunto "Tanatologia", além, é claro, de ler Epicuro.

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    1. Eu trabalho com Tanatologia, sou psicólogo do sus. Essa profissão me forneceu muito mais do que salário.

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  2. Excelente reflexão, Frugal! Parabéns! :)

    Abração!

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  3. É Interessante a reflexão que você fez frugal. Mas confesso que li com certo embrulho no estômago depois que você disse não acreditar em um ser criador do mundo. Tudo bem não acreditar na Biblia, em Jesus ou coisas do tipo, isso é de cada um. Mas acreditar em um ser criador do universo me parece óbvio.

    - O Sonho alinhado a uma distãncia perfeita
    - Dia e noite alinhados também, ( Necessidade de dormir a noite)
    - Estações perfeitas
    - Oxigenio.

    Toda vez que eu observo algum documentário sobre a história do mundo, me convenço cada vez mais que estamos vivendo um mundo projetado nos minímos detalhes, não existe falha no meu ver.

    Até as doenças e guerras e problemas existem lógica para tal, visto que o ser humano não gosta da vida quando ela fica muito fácil, ELA TEM QUE SER DIFICIL, não há graça quando se zera o jogo e tudo fica fácil.

    É dificil até citar os milheres de detalhes perfeitamente alinhados que fazem sentido.

    Só sei que Deus por algum motivo não deixou saber oque há após a morte, e também não deixou claro que ele existe. Isso para mim é porque ele nos deu a escolha de escolher acreditar ou não.

    Deus sabe oque acontece quando o ser humano sabe que ele existe ou sabe oque acontece após a morte. Não deve ser legal.

    Enfim... óbvio que não estou aqui para te convencer, você é um cara inteligente, mas quis ressaltar meu ponto de vista sobre o assunto.

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    1. Tudo bem meu amigo, não precisamos concordar e nem achar que estamos certos. Esse tipo de assunto é muito polêmico mesmo e ninguém nunca terá razão. Cada um tem seus pontos para sustentar o que pensa. Já vi até artigo dizendo que o ser humano é programado geneticamente para acreditar em divindades.

      Eu tive uma formação muito mais pro lado de exatas e ciências biológicas e desde muito cedo que admiro muito a ciência e isso certamente gera um viés, mas tentei compensar lendo coisas da área de humanas, algo de teologia, livros de budismo, até o livro de Mórmon eu já li uma parte, mas é aquela coisa, quando não dá não dá e tudo bem. Independente disso eu tento ser uma boa pessoa e tento fazer o bem como posso. Um abraço!

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  4. O mais importante nessa existencia é a experiencia e a sabedoria que voce acumula e, então, o legado que deixará (não estou falando somente de patrimonio). Muitíssima gente vive 60, 70 até 90 anos sem deixar absolutamente nada de proveitoso para aqueles seus descendentes ou mesmo para quem compartilhou de sua intimidade. Lamentável! Muito boas ideias neste post. Abraços.

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    1. É verdade Marcos, podemos contribuir de outras formas que não o patrimônio, isso ajuda muito a família, principalmente filhos e netos a viverem melhor, além de alguns poucos amigos.

      Abraço!

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  5. Oi Frugal, também penso que nem você. Talvez por não ter religião e também pelo meu pai ter morrido aos 35 anos, colabora com o pensamento de que eu, aos 38 anos, já estou fazendo hora extra aqui na Terra. Também tenho a consciência de que posso morrer a qualquer momento, e é por isso que faço as coisas que faço para não me arrepender. Engraçado que os arrependimentos que eu penso não tem nada a ver com dinheiro, mas com pessoas que amo. E se eu morrer sem ter feito as pazes com a minha mãe? E se a última palavra que eu falei para o meu marido foi um não? E assim, todos os dias, eu tenho a chance de recomeçar um novo dia e mudar algo que não gosto em relação ao meu comportamento. Um beijo.

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    1. Olá Yuka, puxa como o seu pai morreu novo, quase com a idade que já estou prestes a completar, é uma pena enorme. Ele era japonês? ou era a sua mãe? Não sei bem como o povo japonês ou chinês é ensinado sob vida e morte, e sobre a religião também, nem se no Japão o pessoal acredita em algo após a morte, sob o prisma do budismo secular. Temos que viver bem e ter boas relações hoje mesmo, isso não dá para adiar. Obrigado pelo comentário, bom carnaval!

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    2. Meus dois pais nasceram no Japão. Então apesar de eu ter nascido no Brasil, a primeira língua que aprendi foi japonês. Português aprendi na escola mesmo. Então quando estão todos em casa, fica mais ou menos assim, eu falo em português com meu marido, falo em japonês com minha mãe, minha mãe fala japonês comigo e com minhas filhas, minhas filhas entendem japonês mas respondem em português, minha mãe fala em português com meu marido kkkkk. É muito engraçado. Minha mãe meio que teve que sobreviver, eu tinha 3 anos, minha irmã mais nova ainda não tinha completado 1 ano, e a mais velha tinha 5. Ela mal falava português na época, e era dona de casa, minha mãe não tinha reservas financeiras porque usou tudo para tentar salvar meu pai. Eu lembro da minha mãe pegando verduras do chão da feira, porque ela não tinha dinheiro para comprar da banca. Mas veja como a pessoa consegue se reestruturar, hoje minha mãe é financeiramente independente. Ela é o FI do FIRE. Ela não só recebe o INSS, mas também a previdência privada, aluguel de imóveis, etc. Tem uma frase que minha mãe fala que eu gosto muito: Não é feio ser pobre. Feio é a pessoa que teve muito dinheiro, que já foi rica, ostentou muito, se tornar pobre por não ter pensado no dia de amanhã". Beijos.

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    3. Que bonita história Yuka! Eu acho que vi sua foto em algum lugar no seu login e vc é muito japonesa mesmo. Que bom que sua mãe conseguiu vencer as adversidades. O povo japonês é muito disciplinado no geral, isso é incrível! Ela está certíssima. Eu tenho muita simpatia pelos japoneses (aqui no norte tem muitoooooos) e tenho colegas de trabalho mais ou menos nessa situação aí.

      Seus filhos falam japonês também? Acho que seria legal vc dar uma forçadinha pra eles aprenderem a falar fluentes e quem sabe até trabalharem lá um dia como uma opção.

      Um abraço!

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  6. Olá Frugal
    Em João 3:16 diz: Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho Unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Após a morte existe vida eterna com Cristo. Tudo passa... mas a Palavra de Deus permanece para sempre. Um forte abraço.

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    1. Oi Lucinalva tudo bem?
      A minha avó praticamente é uma das fundadoras da Assembléia de Deus no meu estado, lá ainda na segunda guerra mundial ela já tocava violão na Igreja. Eu fui na escola dominical nessa igreja e depois na presbiteriana, foi uma época muito boa. Os ensinamentos com certeza me ajudaram muito. Até o fim da vida dela, todo dia ela falava alguma coisa da bíblia, ou alguma passagem, ou algum versículo, alguma lição ou parábola, era muito religiosa. Um abraço!

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  7. Obrigado Frugal!!! Melhor reflexão em muito tempo!

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  8. Seus textos são muito bons, mas esse foi espetacular.
    Tem uma prática budista em que somos instados a imaginar um tipo de morte a cada noite, logo antes de dormir.
    Isso serve pra deixar a morte bem próxima, para que desfrutemos a alegria de acordar no dia seguinte.
    Não consigo fazer sempre, mas é bom lembrar que um dia se vai morrer...
    Obrigada pelas reflexões.
    Um abraço

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    1. Obrigado Dani.
      Faz uns 10 anos que li o último livro sobre budismo.
      Talvez seja hora de ler mais um.
      Um abraço!

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  9. Gostei demais de seu texto, Frugal. Nos ajuda a despertar para o presente, em vez de só pensar no futuro, ou pior ainda, se prender ao passado. Também dá um tapa na cara de quem vive reclamando, ao fazer encarar a morte como algo real, esperado, e que inevitavelmente quando acontecer, essas pessoas pensarão se realmente a vida valeu a pena. Mais uma vez, excelente reflexão, parabéns

    Mas como não pude deixar de notar seu posicionamento filosófico da vida, e do que há (ou não, pela sua posição) depois dela, gostaria de traçar alguns comentários, se você me permite.

    Olha o que você disse: "...eu amo viver a vida, é uma dádiva, um milagre, uma improbabilidade matemática e biológica inimaginável termos nascido e termos consciência e saúde para aproveitar a nossa estadia fugaz no planeta."

    No fundo creio que você ao menos cogita a existência de algo superior. Do contrário estaria acreditando numa casualidade sem precedentes. Essa inimaginável probabilidade matemática e biológica, na visão de muitos cientistas teístas, é a simples explicação de que existe algo superior. Pensar que toda essa inimaginável probabilidade surgiu espontaneamente, sem ninguém por trás, é o mesmo que pensar que existe uma probabilidade, ainda que mínima, de uma explosão numa biblioteca gerar um perfeito e sem erros dicionário completo.

    Apesar de qualquer coisa, fico feliz que tenha tido uma base familiar Cristã, e de conhecer boa parte da Bíblia.

    Quanto à dúvida do pós morte, pense o seguinte: se for como você acredita, ponto final, fim da linha, não tem nada mais. Mas e se não for? Uma imensa quantidade de cenários e crenças se forma diante dessa possibilidade.

    Você teve uma base familiar que te mostrou o caminho (Bíblia, João 14:6). Já refletiu se no fim for da forma como você tanto ouviu na infância? Pense nisso.

    Espero que entenda meu comentário, e reflita. Quis deixar registrado aqui, pois diante de um texto com afirmações brilhantes, um comentário que trouxesse essa reflexão seria muito útil.

    Um forte abraço companheiro

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    1. Bom comentario poupador.
      Não sei se vc já leu Cosmos de Carl Sagan ou já assistiu.
      Acredito que existe uma visão muito mecânica da ciência na nossa sociedade e que isso atrapalha muito. A ciência não é apenas mecânica, gráficos e números. Existe toda uma área que se chama Filosofia da Ciência que ajuda a esclarecer muitas coisas, tais como o fato do milagre não ser apenas uma coisa sobrenatural, mas podendo também ser natural.

      Pra muita gente caímos num vazio se deixarmos de acreditar em Deus ou termos alguma religião, mas isso é apenas mais uma visão que não é única. É como se tivéssemos apenas duas opções, ou Deus ou o vazio materialista e sem sentido ou significado, mas essa dualidade é absolutamente equivocada, eu poderia escrever um livro sobre isso mas não saberia nem começar. É como eu disse existem milhares de formas de viver a vida, e a humanidade vem passando por isso há milênios, hoje várias sociedades, como a nórdica já tem sua maioria absoluta de habitantes sendo ateus e nem por isso eles são tristes ou vivem uma vida sem sentido ou realização. Valeu pelo comentário e tá tudo bem. Abraço!

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  10. Frugal, não quero mudar sua opinião, mas vc mesmo descreveu a vida como um presente que nos foi dado (dádiva), um acontecimento sobrenatural, isto é, incompatível com as leis da natureza e a lógica das coisas (milagre), uma "improbabilidade matemática e biológica inimaginável". Ora, tudo isso não te faz desconfiar que não somos fruto do acaso? Note que nem mesmo você consegue descrever a vida dessa forma, pois usou as palavras "milagre" e "dádiva". Será que não crê mesmo em algo a mais? Experimente abandonar seu negócio, suas finanças, sua casa e sua saúde por alguns meses, relegue-as ao acaso. Elas seguramente tenderão ao caos e à desordem. Não é diferente com a vida e o universo. O acaso nunca teria gerado esse grau de ordem e sofisticação. Se não existe um Deus criador, que planejou e fez todas as coisas, então vivemos uma grande loucura. Quanto ao mais, você está certo, nossa vida é única e seu fim é certo. Cabe a nós vivê-la da melhor forma possível, pois disso depende o nosso porvir. Recomendo vivamente que leia (ou releia) o livro de Eclesiastes, escrito pelo rei Salomão, acredito que irá gostar. Grande abraço! Segue um trecho:

    "Todos partilham um destino comum: o justo e o ímpio, o bom e o mau. O que acontece com o homem bom, acontece com o pecador. O destino de todos é o mesmo e por fim eles se juntarão aos mortos. Pois os vivos sabem que morrerão, mas os mortos nada sabem; para eles não haverá mais recompensa, e já não se tem lembrança. Portanto, vá, coma com prazer a sua comida, e beba o seu vinho de coração alegre, pois Deus já se agradou do que você faz. Desfrute a vida com a mulher a quem você ama, todos os dias desta vida sem sentido que Deus dá a você debaixo do sol; Pois essa é a sua recompensa na vida pelo seu árduo trabalho debaixo do sol. O que as suas mãos tiverem que fazer, que o façam com toda a sua força. Além do mais, ninguém sabe quando virá a sua hora" (Eclesiastes 9:2-18).

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    1. Obrigado pelo comentário Gustavo. Acho que já tinha respondido em parte no comentário acima do Poupador, mas poderia lhe indicar (sem querer convencer ou doutrinar claro) o livro O relojoeiro cego, do autor Richard Dawkins, é um livro de biologia mas é muito interessante por se aprofundar bastante na evolução e por ser tão interessante em relação a história da vida dos seres vivos no planeta e as implicações filosóficas que isso causa. Bonita passagem essa que vc postou. Um abraço!

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    2. Pretendo lê-lo sim Frugal, obrigado pela indicação! Caso se interesse pela outra ponta do debate, indico o químico brasileiro, Marcos Eberlin, reconhecido internacionalmente, e seu livro "Fomos Planejados" ou alguma das dezenas de palestras dele disponíveis no YouTube, ou, para uma visão mais geral e racional da fé, o filósofo e teólogo americano William Lane Craig, a começar por cinco vídeos com breves animações expondo argumentos clássicos sobre a existência de Deus, acredito que irá gostar (The Moral Argument, Leibniz’ Contingency Argument, The Ontological Argument, The Kalam Cosmological Argument, The Fine Tuning of the Universe).

      Apenas para encerrar, apesar da farta evidência sobre a existência de Deus e seu único filho Jesus (principalmente o testemunho escrito - os 66, para os evangélicos, ou 73, para os católicos, livros que compõem a Bíblia - e também o testemunho transmitido oralmente pela tradição e pela igreja), a crença do cristão se apoia principalmente na fé. E, como ensina Paulo, fé "é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos" (Hb 11:1).

      Assim, se fosse possível provar que Deus existe, a fé já não seria mais necessária e "sem fé é impossível agradar a Deus; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe" (Hb 11:6).

      Enfim, na minha experiência pessoal, foi a razão que me trouxe para Deus, mas foi a fé me fez ter a certeza de que Ele existe e nos ama. Foi só depois de crer nisso que eu próprio o testemunhei na minha vida. Depois de tê-lo testemunhado, se eu não crer naquilo que meus próprios olhos viram, meus ouvidos ouviram e meus sentidos experimentaram, eu vou crer em que?

      Grande abraço, gosto demais do seu blog e da atenção que você dá aos seus leitores!

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    3. Valeu Gustavo, tudo bem sim, obrigado pelas palavras.
      O estudo da fé é muito vasto. Talvez algumas pessoas tenham por natureza genética ou ambiental não conseguir ter fé no sentido mais religioso da palavras, e outras tem até demais e viram homens santos ou missionários. Vou ver alguns desses vídeos que vc já falou.

      Abraço!

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  11. Ótima reflexão Frugal. Como dizemos sempre: precisa haver equilíbrio entre vida financeira, profissional e pessoal!
    Abs!

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    1. A gente sempre vai ter que virar em dois ou três. A vida é assim. Abraço amigo!

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  12. Excelente reflexão Frugal!

    Temos que viver da melhor forma possível com as cartas que temos nas mãos.

    Tamo ae na luta.

    Grande abraço!

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  13. Frugal, tenho acompanhado seu blog e gostado bastante.

    Mas me tira uma dúvida: com tantas informações que você dá, não tem medo que descubram sua real identidade? Talvez alguém da blogosfera não consiga. Mas se um conhecido seu acessar seu blog, facilmente iria ligar os pontos e chegar até você!

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    1. Olá VP, eu sou mt tranquilo em relação a isso pq posso ser cínico o suficiente e negar até a morte, mesmo com uma faca no pescoço. O único motivo de eu ter a identidade oculta é que acho que isso me dá um pouco mais de liberdade para escrever, mas quem sabe um dia eu revele minha identidade aqui ou então abra outro blog em paralelo mostrando a minha cara mesmo, só preciso estar em outra fase da minha vida. Abraço!

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  14. Mais um post que nos faz refletir muito.
    Durante a minha vida, por muitos momentos, briguei com essa coisa do medo da morte e tudo mais.
    Hoje vivo minha vida de uma forma bacana. Você descreveu de forma perfeita... Que se morrermos em um momento difícil, pelo menos estamos batalhando pelos nossos sonhos. E o exemplo dos medalhistas olímpicos é perfeito. A vida não seria a vida se não tivéssemos que perseguir nossos sonhos.
    Muito bom, mais um post de altíssima qualidade, e fica aquela inveja boa de que eu queria ter escrito essas coisas kkkk.
    Um grande abraço, Stark.
    www.acumuladorcompulsivo.com

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    1. Valeu Stark, que bom que vc pegou o fio da meada.
      Eu sinto que é muito difícil tentar escrever um texto querendo passar uma mensagem e as pessoas entenderem a mesma mensagem.

      Grande abraço!

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  15. Excelente, não se vá insatisfeito

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  16. Graças as suas postagens eu criei vergonha na cara e paguei por uma aula de surf. É uma coisa que eu tenho vontade de fazer desde criança, mas sempre ficava enrolando e criando desculpas. Aproveitei que estava na capital e fui lá. Agora eu só penso em voltar a surfar. Valeu mesmo, frugal.



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    1. Que bom ouvir isso meu amigo! O Surf não é apenas ficar em cima de uma prancha boiando na água, isso é um reducionismo mt bobo, surf faz mt bem para mente, para o corpo, relaxa a pessoa, é uma boa atividade física e lhe deixa leve. Tente praticar o máximo possível na maior quantidade de dias possível o mais perto, tipo um feriadão ou uma semana inteira todos os dias. Depois que vc descer a primeira onda vai perceber o que eu falo. No começo é muito difícil aprender a sentar, furar onda, remar pro fundo, entrar na onda certa e etc... mas depois que isso passa e fica pequeno a magia aparece. Grande abraço!

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  17. Eu me deleito.
    Leio e releio.
    Amo seu blog, e entro a a cada dois, trew dias.
    Suas palavras me ajudam muito.
    Tenho sofrido em consequência de escolhas erradas, covardia (medo). Estou pagando um preço amargo.
    Já com 34 anos, vejo que os dias foram passando, fiquei em empregos que me sugaram muito tempo
    tempo tempo tempo que me escorreu entre os dedos, e está cada vez maia difícil de se conseguir as coisas.
    Eu fico calada, nao conto mi has frustrações a ninguém. Até pq vejo muita gente, literalmente, feliz com o amargo do próximo, principalmente no trabalho (fico pasma).
    Eu fico PASMA com a força mental que vc tem.
    Não vou me alongar, mas refleti bastante com esse texto. E principalmente, preciso enfiar a força na minha cabeça o mantra de que ninguém me deve nada.
    Muito obrigada pelas palavras
    Lil@

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    1. Lila, vc já é mais forte do que pensa.
      Espero que fique bem.
      Ambiente de trabalho temos que nos relacionar muito bem, muito bem mesmo e isso é uma arte!

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    2. Sim frugal!
      Tô aprendendo a me relacionar no trabalho. No sufoco, entre muitas passadas de nervoso. Mas ta indo

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  18. Vc falou pouco mais suficiente pra ficar bem curioso com sua história. Sobre trabalho, pessoas que gostam de ver o outro ruim,etc..depois se puder compartilhar lerei, sim , pelo menos neste tempo vc juntou uma grana pelo menos?

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    1. É sobre meu comentário?
      Lil@

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    2. Infelizmente existem pessoas que enxergam a realidade de forma distorcida. O que vivenciei, por exemplo, em um dos casos foi no trabalho. Vc vai tirar dúvidas, querer aprender e as pessoas começam a esconder processos ou pessoas de outras áreas, para que vc não saiba quem são. Ao invés de lhe ensinar, fazem parte do processo e apenas dizem "tenho um contato, mas não vou passar". Isso irrita.

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  19. Eminente Frugal,
    Dando show como de costume! Keep up the good work!
    Quanto ao mais, creio que os romanos - os quais, já no final do Império do Ocidente, tinham uma visão um tanto pragmática quanto a questão da criação, da vida após a morte, etc - tinham razão quando diziam: Carpe Diem.
    Aproveitar o dia não no sentido de um hedonismo que, certamente, lhe cansará, mas no sentido de, entendendo que existe um limite óbvio para o seu tempo aqui na Terra, aproveitar tão bem quanto possível a dádiva de vida que lhe é dada (a possibilidade de estar no aqui e no agora).
    Aliás, toda esta situação de COVID-19 e etc. talvez sirva para "acordar" as pessoas. Muitos vivem no automático, sem perceber o imenso presente que cegamente desprezam.
    Enfim, show de bola Frugal!
    Fortes amplexos a todos!
    Procurador Pão Duro (procuradorpaoduro.blogspot.com)

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    1. Obg procurador!!
      Vou add seu blog em breve.
      Mt boa a reflexão do carpe diem.

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  20. Com essas reflexões você poderia publicar um livo, suas idéias tem pitadas filosóficas, fazem pensar sobre a vida.
    Abç

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    1. Quem sabe um dia quando eu tiver tempo amigo.
      abração!

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