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domingo, 19 de março de 2017

Empresas que invisto no Brasil: BR FOODS

Que vontade de atingir logo a IF e emigrar para um país de primeiro mundo…
A BR Foods nasceu da união da Sadia com a Perdigão, hoje suas marcas são essas mais a Qualy. O forte da empresa é aves, outro ponto forte é o de alimentos processados (lasanha, pizza, comida pronta congelada), suínos e bovinos é uma participação muito pequena. Pra você ver, o frango come milho, pra pensar um frango é um milho com asas, então se o preço do milho sobe, o preço do frango sobe. Se o preço do milho sobe muito (o milho é uma commoditie global, o custo dos produtos da BR foods vai subir e talvez o lucro caia se ela não repassar isso pro consumidor, então apesar de ela ser uma empresa de consumo não cíclico pode ser influenciada pelo preço do milho. Hoje em dia ela é uma empresa global de alimentação. Vejam o tamanho da presença da BR Foods no Oriente Médio:
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A BR Foods é do Novo Mercado, tag along 100% ON, free float de 60%, tem 20.593 sócios pessoa física e um de seus maiores acionistas é o fundo Petros com quase 12%, a PREVI do banco do Brasil tem 10% e a Tarpon tem 10% das ações. É uma companhia de crescimento que paga pouquíssimos dividendos. Como ela é uma empresa de crescimento o dinheiro fica com ela e não com você, isso pode ser visto a partir do gráfico:
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2015 foi um ano excelente para a BR Foods, como ela é exportadora ganhou muito dinheiro com a alta do dóllar. Não sei se faz diferença aqui mas o Abílio Diniz depois que entregou o Pão de Açucar agora trabalha na diretoria da BR Foods. Não sei dizer se isso é ruim ou bom, tem gente que não gosta dele, tem gente que fala que ele é ruim pro minoritário, eu por mim acho que um cara que brigou com toda a família por causa do Pão de Açucar não deve ser sei lá grandes coisas, você pode conferir toda a história e as brigas no livro “Abílio”. Quando eu entrei nessa ação o preço estava a R$ 55,00 e com múltiplos bem esticados, cotação caiu bastanta graças a um desastre no 1T16 onde o lucro foi ridículo, mas vou falar isso no anual do ano que vem, vamos focar em 2015.
Esse aqui é um bom quadro pra ver desde 2011 a empresa de uma forma geral:
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O que eu gosto de ver principalmente é o EBITDA, o lucro líquido, o lucro por ação LPA, ROE, margem (a margem vem aumentando cada vez mais) e dívida líquida ou simplesmente dívida. Até agora os dados me agradam.
Sobre 2015 em relação a 2014 temos:
Lucro líquido:
Em 2015, a BRF registrou lucro líquido de R$ 2,928 bilhões, representando crescimento de 37% em comparação a 2014. A margem líquida em 2015 foi de 9,1%, 1.7 p.p. acima do ano anterior.
EBITDA: O consolidado da Companhia atingiu R$ 5,525 bilhões em 2015, aumento de 17% em relação a 2014, com margem EBITDA de 17,2%, (+1,0 p.p. na comparação ano a ano), positivamente impactado por uma geração de resultado operacional mais forte, principalmente nos mercados internacionais.
Dívidas: A empresa tem uma dívida considerável fruto de muitos investimentos e ampliação dos parques industriais e de sua presença global. Espero que esses investimentos dêem certo e retornem mais valor no futuro para os acionistas. Foram investidos mais de 2,4 bilhões em 2015, aumento de 18% em relação a 2014.
JUROS SORRE CAPITAl PRÓPRIO E DIVIDENDOS :Em 2015, a BRF distribuiu um total de R$ 900 milhões referentes a juros sobre capital próprio e R$ 91 milhões referentes a dividendos, totalizando R$ 991 milhões de distribuição.
DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO: O valor adicionado, que reflete a riqueza agregada pela atividade empresarial, totalizou R$ 16,2 bilhões em 2015, 17,87% superior ao registrado em 2014.
Resumindo 2015, foi um excelente ano para a empresa e para os sócios. A BR Foods tem tudo para se tornar uma Nestle global dos frangos. E ganhar ainda mais com o crescimento de mercados emergentes como Ásia e Oriente Médio.
Abraços,
Frugal.

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