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domingo, 19 de março de 2017

Considerações sobre os últimos dias 2015

As pessoas não querem falar, ou tem vergonha, mas é foda ser filho de pais separados, ou é foda crescer numa família desestruturada, apesar de estar na moda e de muita, muita muita gente ter os pais separados, isso não é o normal, nunca vai ser normal, e quem achar que isso é normal e não influencia na formação moral e espiritual dos filhos é um doente, quanto aos pais já não sei, talvez fiquem mais de boa em relação a isso, mas os filhos sempre se ferram.

Tenho um amigo que mesmo depois de idade adulta (25 anos) ficou muito abalado com a separação dos pais dele (que já tinham seus 60 anos), mas muito abalado MESMO, de nem querer sair de casa, de se revoltar, de brigar com o pai, depois com a mãe e por aí vai. E tome passagens caras de avião pra ver todo mundo, perda de trabalho e aquela sensação de que nem adiantou muito, essa coisa de fingir que vai unir a família, de ver no final do ano e achar que vai resolver alguma coisa, não vai. Melhor esperar um momento mais espontâneo e menos artificial pra ver o pessoal.

Quando as coisas perdem a naturalidade e o encanto é foda. Eu e meus irmão mandamos dinheiro e pagamos algumas contas de nossos pais, somos a aposentadoria deles, assim como quase 99% dos brasileiros eles não se planejaram financeiramente e irão viver pra sempre recebendo aquele mínimo do INSS que não dá pra nada.

Pra ficar melhor adiantei o dinheiro que mando pra eles de Janeiro para agora, para pelo menos eles comprarem alguma coisa decente pro Natal e ter uma passagem legal, que será muito melhor que a minha, trabalhando sozinho, longe, sozinho e com uma galera que sei lá se me considera muito, mesmo sendo brasileiro é foda estar longe da sua terra, as pessoas não lhe tem tanto apreço e consideração como se você fosse da terra deles, você sempre vai ser um forasteiro oportunista que não tá ganhando dinheiro na sua cidade e veio aqui ganhar o dinheiro dos outros, e não é nem por isso que vim parar aqui, foi por um motivo pessoal e não profissional, mas isso eles fingem que não enxergam.

Bem, vou registrar aqui que vou me vou me ferrar esse ano, trabalhando Natal e Ano Novo. Em alguns anos vou voltar, olhar pra esse post e ver que valeu a pena, que todo esforço será recompensado e que os anos e períodos de agonia não foram em vão. Essa época é em difícil pra muita gente, tem muito suicídio, muito uso de drogas e álcool, muita tristeza, por parte daqueles que moram longe, estão sozinhos ou já não tem mais família ou amigos, esse é o lado ruim do Natal, assim como nos EUA é o dia de Ação de Graças.

Ano passado eu estava morando lá e mesmo assim, sem ter muito a ver com a data, fiquei muito triste nessa data, pois todo mundo a seu lado tá tremendamente feliz planejando comer e passar a noite com familiares e amigos e você tá lá imigrante, meio que ferrado e sozinho, daí os imigrantes tentam se juntar pra ficar menos mal e fica aquela coisa meia bomba todo mundo se apoiando em todo mundo, até que é legal porque fortalece a sua amizade com outros imigrantes que estão numa pior, igual ao que eu estava, muitos tentando ganhar a vida fugindo de seus países para vencer nos EUA.

Sobre o livro do Fischer já passei da metade, tou lendo bem devagar, é um inglês difícil e arcaico (o livro tem mais de 50 anos) e achei o modo como ele escreve muito travado, a leitura tá difícil de fluir, acho que também estou lendo ele em horas que estou muito cansado ou com sono. Se terminar o livro e eu achar que não aproveitei bem vou reler ou então vou comprar uma edição em português.

O Buy and Hold é, antes de tudo, um exercício de fé (não no sentido religioso). Fé naquilo que você sabe que dá certo e tem convicção de que é uma excelente escolha para o longo prazo. Apesar da minha carteira estar em -15% esse ano sigo tranquilo, quando a ansiedade aumenta, leio um artigo, um livro, vejo um vídeo, tudo sobre o buy and hold e renovo minha fé. A verdade é que a vida, o mundo, as pessoas, os jornais, as corretoras, os gráficos, as comparações de rentabilidade, a ilusão da renda fixa e altas taxas de juros, a imprensa e o universo existem para ferrar com o buy and Hold.

Nenhum investidor é mais odiado no mundo do que o cara que faz uma compra mensal na corretora e não acompanha notícia e nem assina nada de newsletters de financeiras e outras agências.
O holder não dá lucro pra ninguém, apenas pra ele, minha corretora não deve gostar de mim, minha gerente de banco explicitamente me odeia por que não compro nada do banco para ajudar ela a bater as metas dela. A parte feliz é que vou receber quase 3k em dividendos agora em dezembro, devagarzinho a bola de neve dos dividendos começa a crescer, quem diria, pra quem começou comemorando R$ 33,00 de dividendos BBAS3 com aquela alegria ingênua e infantil de criança, neste mês vou receber quase R$ 900,00 do BBAS, nada mal.

Essa semana vou estudar e ler muito sobre o PEGY. O pessoal do Bastter deu uma atualizada nisso e achei interessante, parece ser um novo item bem legal pra acompanhar a evolução das empresas, só achei meio complexo de entender, vou estudar pra aprender mais. Continuo lendo outros blogs da blogosfera pra tentar aprender algo útil.

Por enquanto é isso, vou ficando por aqui e esse post será uma marca para a posteridade.
Feliz Natal pra todo mundo e um 2016 de muito trabalho, estudo, dedicação, crescimento e novas conquistas na sua vida pessoal e financeira.

Obrigado por estar aqui.
Frugal.

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